quarta-feira, 30 de março de 2016

RÁDIOS

A natureza se prepara pra renascer(outono), tempo de fazer o futuro, crescer, melhorar e viver...”
Isso é uma parte de uma vinheta das estações que a Rádio Globo costumava colocar no ar, a cada nova estação uma vinheta, daquelas que ao ouvi-la você se sente mesmo na época!
As rádios mudaram muito nos últimos tempos, pra ser honesto, hoje pouco ou quase nada do meu tempo destino a ouvi-las, muito em parte por suas programações péssimas, poucas se salvam, dentre elas ainda uma Globo, Bandeirantes, Joven Pan na AM, FM nem pensar, mais na parte de jornalismos mesmo, porque no entretenimento está difícil de aturar.
Sempre gostei de rádio, meu pai foi radialista e havia um tempo que as pessoas, apesar da televisão não largavam o rádio, fiel companheiro de todas as horas.
Diziam os grandes comunicadores que o bom rádio se destina a proporcionar informação, educação, cultura e divertimento de boa qualidade, para ser radialista antigamente era primordial ter uma voz bonita, vocabulário impecável e carisma para prender a atenção do ouvinte!
Se alguém encontrar alguém assim nas rádios me avisa, porque é espécie rara e em extinção, hoje qualquer um toma os microfones, fala qualquer bobagem e ainda se diz de imprensa! Sinal dos tempos de mediocrização da nossa sociedade.
Músicas então, nem comento, pois acho que nunca presenciei tanta porcaria, incrível é que exista público para escutar o lixo que se toca hoje, que saudades do tempo que com uma letra singela e simples se fazia de uma música quase que um poema, ou usava se a música para protestar e exprimir de forma séria ou cômica mesmo os descontentamentos, quanto as injustiças, seja de ordem social ou institucional.
Uma pena o que se faz com esse invento que originalmente foi de um brasileiro, o padre gaúcho Landell de Moura, mas que por falta de confiança em seu trabalho acabou ofuscado pelo italiano Guglielmo Marconi que conseguiu patentear sua invenção primeiro!
Conta-se que certa vez, procurou o Presidente da República para demonstrar o seu invento e assim conseguir ajuda para patenteá-lo, queria que lhe fossem cedidos dois navios que seriam colocados a certa distância na Baia do Rio de Janeiro para que se comunicasse um com o outro sem ajuda de fios, através das ondas de rádio. Atendido por um dos aspones (assessor de por.. nenhuma) do Presidente, este levou a proposta ao Presidente dizendo se tratar de um padre maluco que estava no saguão esperando a resposta, sendo assim foi logo despachado com uma desculpa esfarrapada.
Se é mais ou menos assim que são tratados ainda hoje os estudiosos e cientistas nesse país, imagina quem tenta ter e trazer um pouco de informação as pessoas? Talvez por isso o rádio esteja tão ruim hoje em dia, falta de credibilidade!








sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Mais um Natal



Natal é uma data estranha, os meus sentimentos nessa época se confundem entre alegria e tristeza.
Alegria por mais um ano ter se passado e eu estar ainda aqui nesse mundo maluco e inconseqüente, cheio de contrastes, afinal eu amo a vida!
Tristeza por sentir a falta de muitos que fizeram parte de minha vida, essa vida que tanto amo, e hoje são só lembranças. Como minha avó dizia a saudade dói.
Dói mais ainda nessa época, que mesmo que não queira acabamos por lembrar de natais passados, tem sempre algo, uma musica, o sabor ou cheiro de alguma iguaria ou mesmo vendo a diversão das crianças quando do recebimento de seus presentes e recordar como era a nossa reação quando criança que nos remete a esse passado.
Saudade de reviver aqueles momentos gostosos, mas quando você começa a perceber a falta daqueles que um dia compartilharam esses momentos, dá um nó no peito e na garganta, um sentimento que não tem comparação!
Lógico que com o passar do tempo outras pessoas importantes vão se aconchegando no nosso convívio e talvez isso que nos ajude a controlar esse sentimento de tristeza, a alegria da chegada dessas pessoas em nossas vidas.
Natal é assim, nascimento!
Nascemos a cada novo natal e a cada novo natal uma vida que se renova, as vezes tirando algo, outras trazendo, mas o mais importante acho que é nunca perder a essência de quando crianças, pois a criança é pura e inocente, não pensa em maldades, pensa em ser, ver e fazer os outros felizes, não a toa que a principal personagem dessa data é uma criança, o menino Jesus hoje tão esquecido!
Que sejamos sempre crianças em espírito, quiçá em um pouco de atitude também, quem sabe assim melhoramos um pouco esse mundo maluco e inconseqüente em que vivemos não!?

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

PROFESSORES



Desvalorizados, tratados como um estorvo seja pelo governo ou pelos alunos, os professores já foram muito importantes e uma profissão invejada!
Hoje dia do professor lembro-me de todos os que um dia passaram na minha vida e compartilharam um pouco do seu conhecimento para que hoje eu tivesse um mínimo de instrução.
Sud Mennucci, SENAI, Dom Bosco, Faculdade, tive o prazer de ter não só mestres, mas amigos também, o melhor de tudo é que minha família é recheada de professores, dentre os quais uma das que mais me orgulha é minha mãe!
Até hoje encontro pelas ruas ex-alunos da D. Esther, que ao me reconhecer e lembrar-se dela desfiam histórias e mais histórias guardadas na lembrança da época de escola, como a reviver uma infância feliz.
Mas a história que mais me encanta foi contada pelo meu avô!
Casado há pouco tempo, trabalhando na Sorocabana (antiga estrada de ferro), foi aos poucos ganhando confiança e admiração de seus chefes pelo esforço como funcionário, até que um dia um de seus chefes o procurou e fez uma proposta, um concurso estava se abrindo para maquinista.
Chateado ele revelou a seu chefe que não sabia ler e escrever, ao chegar em casa e contar o acontecido a minha avó , eis que ela se comprometeu a ensiná-lo!
Três meses de esforço, chegando tarde e saindo de madrugada para o trabalho, perdendo as horas e noites de descanso pra tentar aprender, vai o seu Chico a São Paulo fazer o concurso.
Alguns dias depois, seu chefe o procura e frente a outros funcionários grita “Ô seu Chico, mas que coisa o senhor me aprontou heim!?”, pensando ter feito um papelão, qual não foi sua surpresa ao saber que passara em primeiro lugar no concurso e estava promovido a maquinista!
Isso graças a sua “professora” Dona Dusolina!
Com essa história deixo aqui meus abraços a todos meus parentes, amigos e ex-professores pelo seu dia e que um dia voltem a ser reconhecidos pelo seu verdadeiro valor na vida de todos nós.


quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Estádio Municipal Barão de Serra Negra



O ponta pé para a construção do Estádio Municipal foi Piracicaba ser sede dos jogos abertos do interior de 1955, como a cidade tinha deficiências em instalações esportivas o então prefeito Dr. Samuel de Castro Neves através da lei n° 368 de julho de 1953, autorizou a desapropriação da Praça Barão de Serra Negra, um bosque de 48.767,52 metros, local onde seriam construídos o complexo esportivo incluído o Ginásio Municipal e o Estádio respectivamente.
No ano de 2008 foi pedido o Usucapião da área, pois em todos esses anos a prefeitura nunca conseguiu encontrar os verdadeiros donos para regularizar a desapropriação e ter o efetivo título de propriedade da área.
O corte das árvores do bosque não foi bem aceito pela população da época e também pela oposição.
Consta que foi o prefeito Salgot que alterou o projeto inicial (que era de Archimedes Dutra) do estádio salvando assim do corte a sapucaia.
As torres de iluminação só foram inauguradas em junho de 1968, por coincidência num jogo do campeonato paulista contra a S.E Palmeiras, a mesma que jogou na inauguração do estádio em 1965, mas diferentemente daquele ano em que o placa marcou um empate sem gols, nesse a vitória sorriu ao Nhô Quim pelo placar de 1x0.
Lógico que com o crescimento da cidade, quando de sua inauguração em 1965 o Barão já era necessário principalmente para o XV, pois o estádio da Regente estava ficando pequeno, mas até hoje ele ainda está inacabado precisando de melhorias, foi e é o palco de muitas emoções e precisa ser cuidado com mais carinho!


quinta-feira, 13 de agosto de 2015

Nhô Quim, o Caipira Centenário


 Há um ano depois de praticamente 03 anos de pesquisas, entrevistas, filmagens, produção e pós produção, um sonho se realizou, o documentário contando através daqueles que a fizeram a história do Esporte Clube XV de Novembro de Piracicaba.
Inicialmente pensado para 50 minutos, acabou que se tornou em 1hora e meia de filme e muito ainda se ficou a contar(o basquete principalmente), mas está ai a história de um dos mais queridos e tradicionais clubes do pais, agora no you tube!





quarta-feira, 22 de abril de 2015

Dia Internacional do Livro



Lembro ainda dos primeiros livros que li, no antigo ginásio nos anos 80 na escola Sud Mennucci, a D. Ana professora de português nos passava a lição, dava-nos o livro que deveria ser lido e no fim do bimestre a prova marcada sobre o mesmo, para comprovar se havíamos mesmo lido e o que tínhamos entendido.
Inicialmente parecia um sacrifício, pois não tínhamos o hábito da leitura e a prova deixava todo mundo em pânico, pois contava pra nota final, numa época que existia reprovação, não tinha a facilidade de hoje que há a aprovação automática!
Com o tempo o que começou como uma obrigação tornou-se prazer, Xisto no Espaço, Férias em Xangri-lá, O Caso da Borboleta Atíria, A Vaca Voadora, A Ilha Perdida, Tonzeca o Calhambeque e o meu predileto, O Gênio do Crime foram alguns dos primeiros livros com os quais me deleitei!
Os anos se passaram e os gostos foram se dilatando, buscando mais e mais assuntos, hoje não consigo ficar sem ler um bom livro, pena que diferentemente de minha época parece que os jovens de hoje não se interessam pela leitura e não há nada que os incentive a isso.
Penso nisso ao saber que dia 23 de abril é comemorado como o Dia Internacional do livro, dia esse que foi instituído inicialmente em 1926 no dia 05 de abril em comemoração a data do nascimento do escritor Miguel de Cervantes e que em 1930 passou para a data atual, que é a data também do falecimento de Cervantes, assim como de William Shakespeare e Josep Pla.
A pessoa que não conhece as delicias da leitura priva se de dar asas a imaginação, viajar a lugares distantes e desconhecidos e conhecer novas palavras e pontos de vistas.
Fico feliz em ter nascido em uma família que sempre incentivou a leitura e por ter pessoas como a D. Ana e outros professores que com carinho e afinco nos deram chance de abrir nossos horizontes através da busca do conhecimento pela leitura!
Infelizmente a leitura é um hábito que não existe nesse país, só em comparação a media de livros no Brasil é de 1,8 livros por ano, enquanto na França, por exemplo, a média é de 12 livros por ano, já a nossa vizinha Argentina tem uma média de 6 livros/ano, isso deveria ser encarado como uma vergonha!
Talvez isso explique um pouco o atraso tecnológico e também falta de mão de obra especializada no mercado e o nosso PIB ridículo, o livro nos faz pensar e onde a cabeça não pensa o corpo padece, já dizia o antigo ditado.


quinta-feira, 26 de março de 2015

PÁSCOA



Cada ano que passa, na Páscoa, o motivo real da data está casa vez mais esquecido e o supérfluo em alta!
Estamos a pouco mais de uma semana da data e só que se pensa e fala é no valor dos ovos de Páscoa, mas o que tem mesmo a ver esses benditos ovos de chocolate com a data?
Aliás, ovos caríssimos, leio uma matéria no jornal “O Estado de São Paulo” que diz que os valores dessa iguaria chegam em muitos casos a custar mais de R$ 100,00 o quilo. Numa época de crise como a que estamos acredito que nesse ano a ganância dos comerciantes deve ter sido um tiro no pé, pois ao adentrar um grande supermercado varejista me deparei com as prateleiras abarrotadas.
Normalmente nessa época já seria uma correria pra garantir o doce da garotada, mas não me parece que seja esse o caso de momento, se caminhar para o lado que está indo teremos promoções de baciada de ovos de chocolate após a Páscoa!
Ruim por um lado, pode ser bom para outro, a bancarrota nas vendas dos gananciosos comerciantes pode dar vazão a parte reflexiva da data e porque não dizer do momento em que nos encontramos.
Falta amor e caridade nesse mundo atual, o individualismo está tão incrustado nas pessoas que o desrespeito parece ser marca exigida para ser uma pessoa de “destaque” nos meios em que vivemos!
Podemos ver isso, o individualismo claramente no convívio direto, hoje em dia as pessoas ficam mais teclando no celular do que conversando com o indivíduo ao lado, às vezes dentro de nossas próprias casas! Parece que cada um vive sozinho no seu mundinho e pouco se importa com os outros e assim deixamos de socializar com as pessoas a nossa volta.
Mas como era a Páscoa antigamente, donde surgiram os ovos nessa história?
Não vamos falar da Páscoa judaica porque senão iremos muito longe, mas da Páscoa Cristã, que apesar de intimamente ligadas são fatos diferentes da história!
Uma definição, correta a meu ver, que ouvi á pouco tempo é que na Páscoa de antigamente se celebrava a ressurreição de Cristo, hoje se comemora o coelhinho da Páscoa, o feriado prolongado e as vendas no comércio!
Segundo as comemorações Anglo Saxônicas para a deusa germânica da fertilidade, no equinócio da primavera, o coelho simbolizava a fecundidade. Nessa celebração as pessoas se presenteavam com ovos de cores fortes representando o brilho da primavera!
Os cristãos primitivos foram os primeiros a dar ovos coloridos simbolizando a ressurreição de cristo, o renascimento para uma vida nova! Na Europa costumava se colocar mensagens nos ovos para dar aos amigos e na Armênia decorava se os ovos (vazios) com figuras de Cristo e Maria.
O Chocolate entre nessa história pelas mãos dos Maias e Astecas que o consideravam sagrado, dizem alguns que era usado até como moeda.
Da junção dessas crenças e tradições acabou surgindo o ovo de chocolate, mas me parece que estamos voltando no tempo e o transformando em algo sagrado (pro comércio é lógico), dá pra ser dizer que não há preço que o pague (de caro que está)!