quinta-feira, 14 de novembro de 2013
ÍDOLOS
O XV de Novembro de Piracicaba, meu time do coração completa neste dia 15
de novembro de 2013 o seu centésimo aniversário!
Clube tradicionalíssimo, pioneiro da lei do acesso no futebol e com
grande história também no basquete nacional tanto no feminino como no
masculino, sendo base de diversas seleções brasileiras, foi defendido com
sangue, suor e lágrimas por diversos ídolos, dos quais deixo um breve histórico
de seis deles:
Antonio dos Santos (Cardeal): começou no infantil do XV
junto com craques como Idiarte, Elias, Adolfinho, Mario Rensi, Rabeca entre
outros, estreou no 1° quadro em 1938, tempos depois passou a defender a A.A
Sucrerie, Sorocabana F.C e Clube Atlético Piracicabano. Fez parte do time que
se tornou o primeiro Campeão profissional do Interior em 1947 e Campeão da Lei
do Acesso em 1948, em cinco anos jogando pelo 1° quadro marcou nada menos que
57 gols.
Marlon Tadeu Ferreira (Marlon):
é um dos jogadores que mais vestiu a camisa do XV de Piracicaba, com 300 jogos,
participou do acesso a A2 em 2010 e foi autor do gol que deu o título de
campeão paulista da série A2 de 2011 ao XV levando o de volta a Divisão de
Elite do futebol paulista após 16 longos anos. Teve passagens pelas equipes do
Cruzeiro de Belo Horizonte, Vasco da Gama (RJ), Ipatinga (MG), Etti Jundiaí
(SP), União São João de Araras entre outros.
Delphim Ferreira da Rocha Netto Jornalista,
nasceu na cidade de Itu, em 9 de junho de 1913 e faleceu em 23 de agosto de
2003 com 90 anos. No mesmo ano de seu nascimento nasceria o Esporte Clube XV de
Novembro de Piracicaba, o clube sobre o qual ele escreveria dois livros, e do
qual chegou a ser goleiro, foi uma dos criadores do famoso futebol de botão.
Ademir Carloni (Mika): estreou
no XV em 22 de novembro de 1972 vindo do S.C Corinthians Paulista. Pelo
alvinegro jogou mais de 240 partidas e conquistou o Torneio “José Ermírio” de
1975, o Vice-Campeão Paulista de 1976 e Vice-Campeão da Segunda Divisão de
1981(atual A2).
Antonio Orlando da Costa
(Orlando): Goleiro do XV na década de 50 e 60, fez entre partidas oficiais
e amistosas cerca de 170 jogos pela equipe principal do alvinegro numa época
que disputava posição com goleiros como Fernandes e Canarinho, foi o 5° goleiro
que mais jogou pelo clube e participou da excursão a Bolívia e Europa em 64
quando o XV jogou entre outras equipes, contra as Seleções Nacionais da URSS e
Polônia.
Wlamir Marques, o Diabo Loiro:
Chegou ao time de basquete do XV no ano de 1955, pelo alvinegro foi campeão dos
Jogos Abertos do Interior em 55/57/58, Campeão Paulista de Basquete em 57 e
60(este de forma invicta vencendo a equipe do Sírio na final), em 1957 junto
com o XV, representou o Brasil na Argentina em quadrangular contra as Seleções
do Uruguai, Buenos Aires e Seleção Portenha, sendo o XV campeão.
Jogando pelo XV foi convocado para a Seleção Brasileira e foi Campeão
Mundial de Basquete em 1958 no Chile, Campeão Sul Americano (58) e Campeão da
Taça do Atlântico entre outros títulos.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
FUTEBOL BRASILEIRO
Com a realização da Copa do Mundo
em 2014, o calendário do futebol brasileiro ficou apertado e alguns jogadores
resolveram se unir e pedir providências, pois não teriam respeitados os seus
direitos de férias.
A CBF e as Federações estaduais
haviam decidido começar os campeonatos estaduais no início de janeiro, mais
precisamente no dia 12/01. Levando se em conta que o campeonato brasileiro
termina em dezembro e mais a necessidade de pré-temporada para disputa
dos campeonatos de 2014, os jogadores teriam quando muito uns 10 dias de
descanso apenas.
Solução encontrada?
Encurtar os estaduais!
Mas essa solução é a ideal, a
melhor para o futebol brasileiro? Eu acho que não!
A um bom tempo alguns jornalistas
que vivem só no mundinho dos grandes clubes pregam que deveriam acabar com os
estaduais, assim os grandes clubes poderiam preparar-se melhor para o
brasileiro e fazer caixa viajando ao exterior!
Outros acreditam que temos que
nos adequar ao calendário europeu, pois lá só existem os campeonatos nacionais,
mas como querer comparar o Brasil, pais com dimensões continentais, com países
que são menores que muitos estados nossos?
Esse absurdo e mais ainda a falta
de prestígio que estão dando aos clubes do interior fizeram com que o nosso
futebol, antes idolatrado como o melhor do mundo, tornar-se hoje um futebol
medíocre com uma seleção desconhecida e que não consegue (apesar de todas as
tentativas da TV Globo) angariar a paixão e o amor antes nutrido pelos
torcedores tupiniquins!
Parece que esqueceram que os principais
e maiores jogadores da nossa história foram formados no interior, se buscarmos os formados pelos grandes clubes veremos que o resultado será pífio.
Se pensarmos só no Estado de São
Paulo, do interior saíram Mauro e Bellini(Esportiva São Joanense), Baltazar o
“Cabecinha de ouro”, Mazola, De Sordi, Coutinho, Geraldo Scotto, Chicão(todos
começaram em Piracicaba, Baltazar no União Monte Alegre, Mazola no Clube
Atlético Piracicabano e todos os outros no XV), Sócrates e Raí(Botafogo de
Ribeirão Preto), Emerson Leão (São José), Oscar, Carlos, Juninho, Dicá(Ponte
Preta de Campinas), Pelé (BAC de Bauru) e por ai vai...
Será realmente que se acabarmos
com os estaduais vai melhorar o nosso futebol, ou vamos terminar de matá-lo?
É um caso a se pensar com muito cuidado
e carinho, da minha parte se querem diminuir as datas poderiam sim é valorizar
mais os estaduais e diminuir o brasileiro, que se mostra um campeonato longo demais
(8 meses) e sem graça, só tornando se interessante nas últimas rodadas pra ver
quem vai ser rebaixado, mas acredito que o que vai prevalecer não será o tal
Bom Senso F.C, que de bom senso não tem nada e sim o Rede Globo F.C, enfim é
esperar pra ver..., e talvez jogar a pá de cal no nosso tão medíocre futebol
atual.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
ROCK IN RIO
E chegamos a mais um Rock in Rio,
mas com Ivete Sangalo, Beyoncé e Maria Rita??
Nada contra (a Maria Rita que é
uma baita cantora), mas de Rock aqui não tem nada!
Um grande festival de Rock,
realizado pela primeira vez em 1985, que se perdeu pelos anos e que hoje nada
tem a ver com o título, recheado de músicas e artistas de gostos e qualidades
duvidosas (e põe duvidosa nisso!), sinceramente com o passar dos anos eu
acredito que o Roberto Medina, criador do Rock in Rio ficou gagá, ou não sabe
nada sobre música.
Já a alguns anos o festival tem
sido criticado e proporciona um mico gigante principalmente aos artistas(?)
brasileiros que nada tem a ver com Rock, só ver o papel degradante da Cláudia
Leite no evento passado, simplesmente ridículo.
Em anos anteriores houve também
casos como do pseudo cantor Carlinhos Brown que é mais conhecido por ser o
genro do Chico Buarque do que pela qualidade de sua música, alvejado por copos,
latas e garrafas num dia destinado ao Rock pesado e no qual algum infeliz não
sei por que cargas d’água resolver colocá-lo no set list. Pra mim nada me tira
da cabeça que ele foi escalado a pedido do próprio Chico pra se livrar do genro
(não deu Chico, quem sabe na próxima!?).
Infelizmente esse ano mais uma
vez 90% do festival será feito por shows que nada, ou quase nada tem a ver com
o Rock, mas mesmo assim ainda teremos um Bon Jovi, Marky Ramone, Bruce
Springsteen, Metallica e graças a Deus, Iron Maiden pra salvar aqueles que
gostam de um bom Rock n’ roll, mas é muito pouco pra um festival que um dia
quis ser o maior festival de Rock do planeta!
Ps: Tem mais Rock nesse texto que
em todo o festival!!!
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
A FOTO E O FATO
Foto rara dos craques quinzistas
Rabeca e Idiarte defendendo o Santos F.C!
Em 1945 o Santos que era dirigido
pelo Piracicabano Athié Jorge Coury iria disputar o Campeonato Paulista e também
o Campeonato do Interior, não me perguntem por que um clube do Litoral
disputava o Campeonato do Interior, esse país é rico em contradições, mas o
fato é que para disputar os campeonatos em questão o Santos precisava de
reforços e Athié, que foi um dos maiores se não o maior Presidente do Santos F.C
em toda sua história, Piracicabano da gema, veio buscar alguns desses reforços
em Piracicaba, levando Rabeca, Idiarte e Pedro Cardoso que na época jogava de
centro avante e marcava muitos gols!
Cardoso, anos depois
mudou de posição destacou-se no XV nos títulos de 47 e 48 jogando de volante, no ano de 45 jogava no
Paulista, time amador de Piracicaba e ficou pouco mais de três meses no Santos
F.C, muito novo era um pouco rebelde e isso encurtou sua carreira como centro avante
do time da Vila Belmiro, já Idiarte e Rabeca ficaram todo o ano de 1945 no
clube praiano, só voltando no ano seguinte ao XV.
Pra quem pensou que o grande
Idiarte jogou a vida inteira só no XV esta ai a prova em contrário, na década
de 50 o grande zagueiro Piracicabano jogou também o torneio Rio – São Paulo
pela Portuguesa de Desportos.
UM PAÍS INACREDITÁVEL
Esse é um país inacreditável,
cada dia é uma surpresa maior que a outra e a cada dia penso que todas aquelas
manifestações que sacudiram o país foram mesmo só pelos R$0,20 do ônibus, ou
pra ir um pouquinho mais longe, pra que alguns integrantes de partidos nanicos pudessem fazer algazarra na Copa das Confederações e aparecer na mídia para ganhar
alguns votos nas próximas eleições.
Se não vejamos, na noite de 28 de
agosto de 2013, em Brasília foi salvo por seus pares da cassação, pelo placar
de 233 votos a favor da degola, 131 contra e 41 abstenções, o Deputado
presidiário Natan Donadon (condenado a 13 anos de cadeia), isso sim é
democracia, até os presidiários tem representantes no congresso!
O mais incrível é que consta que
dos 104 deputados que não registraram presença na votação, cerca de 50 estavam
sim no congresso e mesmo assim não conseguiram cumprir um simples ato de
apertar um botão, ora vejam!
Por outro lado ainda corre nos
jornais e na TV a celeuma sobre os médicos Cubanos, bom sinceramente da minha
parte estou pouco me importando de são Cubanos, Mexicanos, Peruanos ou
Americanos, contanto que nos atendam, já fico muito grato, porque o sério
problema que temos é que muitos desses que estão vaiando aqueles médicos que
chegam pra trabalhar em lugares onde os médicos que estão revoltados não
quiseram ir, tratam o povo com má vontade e ainda dormem em horário de serviço
com prontos socorros lotados!
Isso não falo de ouvir dizer, já
presenciei in loco, portanto um pouquinho mais de boa vontade com o ser humano
seria melhor do que dirigir vaias a quem se dispõe a ajudar, aliás um pouco mais de
educação seria bem vindo também.
E agora a grande pergunta, onde
estão aqueles que protestavam contra tudo que estava errado nesse país,
voltaram pra casa e não saem mais as ruas? Será que os R$0,20 a mais no bolso
era só o que o Brasil precisava, ou deram um tempo pra acompanhar as reformas
(que não saíram) e estão preparando uma volta arrebatadora?
Sei lá, mas do jeito que as
coisas andam melhor não demorar muito!
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
DE SORDI
Faleceu na tarde do último sábado
dia 24 de agosto de 2013, por volta das 16h40 minutos na cidade de Bandeirantes
no Paraná uma das lendas do futebol brasileiro, o lateral direito Nilton De
Sordi.
De Sordi nasceu em Piracicaba a
14 de fevereiro de 1931, jogando nas equipes de base do XV, surgiu no time
principal em 1949 com 18 anos, inicialmente como zagueiro, para logo depois
disputar a posição de lateral com Elias, jogador já consagrado e campeão em 47
e 48 com o XV.
Em 1952 foi negociado com o São
Paulo F.C onde é até hoje o 3° jogador que mais vestiu a camisa tricolor, mas o
que marcou mesmo sua vida foi ser Campeão Mundial pela Seleção Brasileira em 58
na Suécia.
Já no ano de 55 foi convocado
para a Seleção Canarinho. Em 58 foi titular nas 5 primeiras partidas do Mundial,
contundindo se no jogo contra a França.
A substituição no jogo final por
Djalma Santos deixou uma mágoa pra De Sordi, pois se espalhou uma versão falsa
de que sentiu medo, por isso não quis jogar a final, o que não corresponde à
verdade e nunca foi bem aceito por ele!
Em uma entrevista ao site da CBF há
alguns anos, deu a seguinte declaração:
“- Na preleção, eu disse ao "seu" Feola que não tinha condições de jogar. Daria até para entrar em campo, mas haveria o risco de eu sentir”
De Sordi não pretendia falar
nada, queria arriscar e passou a noite em claro pensando no que fazer, mas
Mauro, companheiro de São Paulo e Seleção e com quem dividia o quarto na
concentração o ajudou a tomar a dura decisão de confessar ao técnico Vicente
Feola que estava contundido.
Sobre a ajuda de Mauro, De Sordi
assim lembrou:
“- Ele me ajudou muito. Lembrou que, devido ao problema muscular, eu fatalmente sentiria a contusão, e o time ficaria com menos um jogador. E que, se o Brasil perdesse para a Suécia, a culpa seria minha. Iriam me responsabilizar por mais uma derrota em final de Copa do Mundo”.
Dessa forma De Sordi deixou de aparecer na foto do time Campeão, mas
continuou ainda por bom tempo servindo a Seleção, a última no ano de 1961
disputando a Taça Osvaldo Cruz.
Convocado para a copa de 62 acabou cortado por contusão.
Convocado para a copa de 62 acabou cortado por contusão.
Com a camisa do Brasil, jogou 25 vezes, com 17 vitórias, sete empates e
apenas uma derrota, em um amistoso contra a Itália, em 1956.
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